O planejamento de uma equipe de vôlei passou a depender de informações produzidas durante o treino e também ao longo de cada partida. Na temporada 2026/27 da Superliga, sensores, radares, sistemas de iluminação e plataformas estatísticas são usados para acompanhar movimentos, medir fundamentos e apoiar decisões de preparação física e técnica.
A aplicação desses recursos não se limita ao placar ou ao registro do resultado. Segundo o ge, os dados ajudam as comissões técnicas a observar a carga de trabalho dos atletas, identificar padrões de desempenho e organizar sessões de treinamento mais específicas. O objetivo é transformar a informação em uma ferramenta para o trabalho diário.
Monitoramento físico durante os treinamentos
Entre os equipamentos utilizados estão sensores capazes de acompanhar os saltos dos jogadores. No vôlei, esse movimento aparece em ações decisivas, como bloqueios, ataques e disputas próximas à rede. Ao registrar a frequência ou a intensidade desses esforços, a tecnologia oferece um retrato mais detalhado da exigência física enfrentada pelos atletas durante as atividades.
Esse acompanhamento pode contribuir para o controle da carga de treino e para o planejamento de períodos de recuperação. A prevenção de lesões é uma das aplicações destacadas na cobertura do ge, já que a comissão técnica passa a contar com mais elementos para avaliar o desgaste e ajustar a rotina. A ferramenta, porém, não substitui a análise dos profissionais responsáveis pela preparação e pelo acompanhamento médico.
Os radares também ganharam espaço nas sessões de treinamento. Eles medem a velocidade do saque, um fundamento que combina potência, precisão e variação. Com esse tipo de informação, o atleta pode comparar execuções e a equipe consegue observar o comportamento do fundamento em diferentes momentos da preparação, sem depender apenas da avaliação visual.
Luzes e estatísticas para aperfeiçoar respostas
Outro recurso citado na reportagem são os sistemas luminosos voltados ao treinamento de reflexos. A dinâmica do vôlei exige respostas rápidas em situações de ataque, defesa e bloqueio. Ao utilizar estímulos visuais durante os exercícios, as equipes conseguem trabalhar a reação dos atletas em atividades específicas, aproximando o treinamento das exigências de uma partida.
A análise também alcança os fundamentos registrados durante os jogos. Saque, recepção, levantamento, ataque e bloqueio aparecem em plataformas atualizadas em tempo real. A leitura desses dados permite acompanhar o desempenho de cada equipe e observar como os pontos são construídos, oferecendo subsídios para mudanças na estratégia e para avaliações posteriores.
Para o público, parte dessas informações pode ser disponibilizada nos placares dos ginásios e nos canais digitais da Confederação Brasileira de Vôlei. Para as equipes, o valor está na possibilidade de reunir os registros de cada rali e transformá-los em material de estudo. Assim, a estatística deixa de ser apenas uma memória da partida e passa a participar da preparação dos jogos seguintes.
Uma operação mais integrada nas partidas
A tecnologia também aparece na organização dos confrontos. De acordo com o ge, em reportagem sobre o lançamento da Superliga 2026/27, a nova temporada foi apresentada com mudanças de regras e transmissão de todos os jogos pelo Grupo Globo. Nesse cenário, a operação digital se torna parte da experiência de acompanhamento da competição.
O sistema integrado utilizado pela CBV registra escalações, substituições, pedidos de tempo, desafios, pontuação e dados técnicos de cada rali. A atualização em tempo real reduz a distância entre o que acontece em quadra e o que é apresentado ao público, além de organizar informações que podem ser consultadas pelas equipes e pela entidade responsável pela competição.
A temporada feminina começou em 17 de outubro de 2026, enquanto o início da disputa masculina estava previsto para 24 de outubro, conforme a cobertura sobre a competição. Com equipes de diferentes estados e torneios masculino e feminino, a Superliga oferece um ambiente nacional para a adoção desses recursos. O uso de sensores, radares e plataformas de dados mostra que a tecnologia já está integrada a diferentes etapas do vôlei brasileiro: preparação, avaliação física, tomada de decisão e registro oficial das partidas.
