Proposta prevê recursos para iluminação, drenagem, acessibilidade e revitalização de campos de várzea, quadras abertas e espaços esportivos comunitários pelo país.
Proposta cria política voltada aos campos comunitários
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 2.480/2026, apresentado pelo deputado Duda Ramos (Podemos-RR), que cria a Política Nacional dos Campos Comunitários do Futebol Brasileiro — Campos da Copa. A iniciativa pretende oferecer apoio técnico e financeiro para recuperar, implantar, iluminar e adequar campos comunitários de futebol e outros espaços esportivos populares. O texto contempla áreas urbanas, periferias, zonas rurais e comunidades consideradas vulneráveis, ampliando o alcance da proposta para além dos grandes centros esportivos. (Portal da Câmara dos Deputados)
O projeto foi apresentado em 19 de maio de 2026 e parte do entendimento de que muitos campos de várzea, campos de terra e quadras abertas funcionam como importantes espaços gratuitos de esporte e convivência. A proposta estabelece como objetivos ampliar o acesso de crianças, adolescentes e jovens ao esporte, recuperar instalações degradadas, fortalecer o futebol comunitário e reduzir desigualdades territoriais no acesso à infraestrutura esportiva. Também são mencionadas ações relacionadas à permanência escolar, convivência comunitária e prevenção da violência juvenil. (Portal da Câmara dos Deputados)
O que poderá ser reformado nos campos e quadras
Na prática, a política permitiria apoiar intervenções que vão desde melhorias básicas até a instalação de novos equipamentos. Entre as ações previstas estão recuperação do gramado ou do solo esportivo, nivelamento, drenagem simplificada, iluminação, instalação de traves, alambrados e redes de proteção. O texto também contempla arquibancadas simplificadas, banheiros, bebedouros, cobertura parcial, acessibilidade básica e revitalização de áreas degradadas destinadas à prática esportiva. (Portal da Câmara dos Deputados)
A proposta estabelece ainda critérios para definir quais localidades deverão receber prioridade. A lista inclui periferias urbanas, municípios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano, áreas rurais, regiões da Amazônia Legal, comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais e localidades onde existe pouca infraestrutura pública destinada ao esporte e ao lazer. Espaços utilizados gratuitamente pela população também aparecem entre as prioridades previstas pelo projeto. (Portal da Câmara dos Deputados)
Esporte é tratado como ferramenta de inclusão social
Além da reforma física dos campos, o projeto procura integrar os equipamentos esportivos a outras ações sociais. O texto permite que a política seja associada ao esporte educacional, lazer comunitário, futebol feminino, inclusão de crianças e adolescentes, prevenção da violência juvenil e atividades de convivência. Estados, municípios, escolas públicas, universidades, institutos federais, associações comunitárias e organizações esportivas sem fins lucrativos poderão participar por meio de diferentes formas de parceria com a União. (Portal da Câmara dos Deputados)
Outro ponto é a criação de um sistema nacional de acompanhamento dos resultados. A proposta prevê o monitoramento de informações como quantidade de espaços revitalizados, municípios atendidos, população beneficiada, campos que receberam iluminação e áreas vulneráveis contempladas. A intenção é permitir que o governo acompanhe não apenas a realização das obras, mas também a utilização comunitária dos equipamentos recuperados. (Portal da Câmara dos Deputados)
Projeto ainda precisa avançar na Câmara
A criação da política nacional, porém, ainda não está valendo como lei. O PL 2.480/2026 aparece entre as propostas que aguardam designação de relator na Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara. Isso significa que a iniciativa ainda deverá avançar pelo processo legislativo e poderá receber alterações durante sua tramitação. (Câmara dos Deputados)
Caso avance e seja posteriormente aprovada, a proposta poderá transformar campos comunitários em alvo específico de uma política pública nacional. O texto determina que as despesas correrão por dotações orçamentárias próprias e admite recursos vinculados a áreas como esporte, educação, desenvolvimento regional, cultura e assistência social. A justificativa apresentada pelo autor relaciona a recuperação desses espaços à inclusão, ao lazer e à valorização das origens populares do futebol brasileiro. (Portal da Câmara dos Deputados)
Fonte oficial: Câmara dos Deputados — íntegra do PL 2.480/2026