O empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo, acompanha a crescente necessidade de uma escola capaz de preparar estudantes para desafios que ultrapassam conteúdos tradicionais. Questões como sustentabilidade, uso consciente da tecnologia e responsabilidade social passaram a ocupar posição central no debate educacional contemporâneo.
A partir desse artigo será discutido como educação básica, tecnologia e sustentabilidade podem dialogar de forma integrada, contribuindo para aprendizagens mais significativas e contextualizadas. A proposta é analisar conceitos, desafios e possibilidades, com foco em ações pedagógicas coerentes e aplicáveis.
Por que sustentabilidade é um tema educacional e não apenas ambiental?
A sustentabilidade vai além da preservação ambiental e se conecta diretamente a dimensões sociais, econômicas e culturais. No ambiente escolar, ela se manifesta nas escolhas pedagógicas que estimulam pensamento crítico, responsabilidade coletiva e compreensão das consequências das ações humanas. Tratar a sustentabilidade apenas como um conteúdo isolado reduz seu potencial formativo e limita sua aplicação prática, informa Sergio Bento de Araujo.

Quando integrada ao projeto pedagógico, a sustentabilidade orienta atitudes, relações e decisões cotidianas da escola. Reconhecer a sustentabilidade como eixo educacional amplia o sentido da aprendizagem e fortalece a formação cidadã. Os estudantes passam a relacionar conhecimentos escolares com desafios reais, desenvolvendo competências essenciais para a vida em sociedade e para o exercício da cidadania.
Como a escola pode integrar a sustentabilidade ao currículo de forma prática?
Integrar sustentabilidade ao currículo exige planejamento intencional e conexão com a realidade dos estudantes. Projetos interdisciplinares, estudos de caso, atividades baseadas em problemas reais e diálogo com o território são estratégias eficazes para tornar o tema concreto e significativo. Essas abordagens ajudam a superar a fragmentação curricular e favorecem aprendizagens mais integradas.
A tecnologia pode apoiar esse processo ao ampliar o acesso à informação, facilitar pesquisas e promover colaboração entre estudantes e professores. Sergio Bento de Araujo observa que o currículo ganha relevância quando dialoga com o cotidiano dos alunos e com os desafios da comunidade. A integração prática da sustentabilidade fortalece o vínculo entre escola, território e aprendizagem significativa.
Qual o papel da formação docente na educação para o futuro?
A formação docente é elemento central para que temas complexos, como sustentabilidade e tecnologia, sejam trabalhados de maneira consistente. Professores precisam de apoio teórico e metodológico para integrar esses temas às diferentes áreas do conhecimento, evitando abordagens superficiais ou desconectadas do currículo.
A formação continuada cria espaços de reflexão, atualização e troca de experiências, fortalecendo a prática pedagógica. Segundo Sergio Bento de Araujo, investir na formação dos professores é condição indispensável para uma educação voltada ao futuro. Docentes bem preparados conseguem articular conteúdo, contexto e valores, promovendo aprendizagens mais profundas e alinhadas às demandas contemporâneas.
De que maneira tecnologia e território dialogam na aprendizagem?
A tecnologia amplia possibilidades de aprendizagem quando conectada ao território e à realidade local. Ferramentas digitais permitem mapear problemas, analisar dados do entorno, desenvolver projetos colaborativos e aproximar a escola da comunidade. Esse diálogo favorece o protagonismo estudantil e estimula o compromisso com o espaço em que se vive.
Quando tecnologia e território se articulam, a sustentabilidade deixa de ser conceito abstrato e passa a ser vivenciada na prática. Sergio Bento de Araujo destaca que a aprendizagem ganha sentido quando o estudante percebe sua relevância concreta. Essa abordagem contribui para a formação de sujeitos mais conscientes, participativos e preparados para lidar com desafios complexos.
O que se espera de uma educação comprometida com o desenvolvimento humano?
Por fim, uma educação comprometida com o desenvolvimento humano vai além da transmissão de conteúdos e busca formar indivíduos capazes de compreender o mundo, tomar decisões responsáveis e agir de forma ética. A integração entre sustentabilidade, tecnologia e educação básica amplia esse potencial formativo, desde que seja conduzida com intencionalidade pedagógica.
Ao longo de sua atuação, Sergio Bento de Araujo reforça que formar para o futuro significa construir uma educação equilibrada, que valorize conhecimento, valores e ação. Escolas que adotam essa perspectiva tendem a oferecer experiências de aprendizagem mais relevantes e duradouras. O resultado esperado é uma educação básica alinhada às necessidades contemporâneas, capaz de contribuir para o desenvolvimento individual e coletivo de forma consistente.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez